Os meio de graça como Base da Piedade Cristã Prática

Autor

  • Formado em direito e pós-graduado em Teologia Reformada.
    Minha paixão é glorificar o nome de Deus, embora seja um grande pecador, que falha todos os dias.
    Meu desejo é conhecer cada vez mais a Deus de forma não só intelectual, mas também prática.

RESUMO

Os meios da graça têm como objetivo aproximar o homem do seu Criador, tendo sido prescritos na palavra de Deus para que assim aconteça. Podemos destacar entre eles a Palavra, a Meditação, a Oração, o Autoexame, e dentre os meios públicos, os Sacramentos (Batismo e Santa Ceia), e o culto público. Eles foram historicamente resgatados na Reforma Protestante, e praticados como meios de santificação especialmente pelos puritanos. O próprio catecismo de Westminster os cita como meios pelos quais “Cristo comunica sua mediação”. Este trabalho tem como objetivo alertar os cristãos a jamais esquecerem a importância e necessidade dos meios da graça em suas vidas, eis que são instrumentos usados por Deus para nossa santificação e piedade progressiva.

Palavras-chave: Meios da graça; Palavra de Deus; oração; meditação; sacramentos; culto; santificação; piedade; puritanos.

1. INTRODUÇÃO

O “meios da graça” é o termo utilizado para caracterizar certas práticas ou hábitos que nos aproximam de Deus, todos eles sendo prescritos na palavra de Deus, sendo mandamentos instituídos pela mesma.

Como o próprio nome diz, são meios de transmitir graça, vinda do Alto, para a vida do cristão, a fim de abençoar a vida dos crentes, trazendo crescimento espiritual, alegria e santidade. Interessante notarmos que aqui, como em todas as Escrituras, a graça vem de Deus, e não de nós mesmos. Ou seja, a fim de obtermos a graça, dependemos exclusivamente de meios trazidos por Deus, e não de algo criado e estabelecido por nós; é “por meio dele” (Rm 11:36).

O Catecismo Maior de Wesminster, na pergunta 154, define que “Os meios exteriores e ordinários, pelos quais Cristo comunica à sua Igreja os benefícios de sua mediação, são todas as suas ordenanças, especialmente a Palavra, os Sacramentos e a Oração; todas essas ordenanças se tornam eficazes aos eleitos em sua salvação”.  Tamanha a importância dos meios, que os estudiosos de Wesminster resolveram colocá-los em sua confissão.

Assim, vemos que muito mais do que uma questão teórica ou meramente ortodoxa, o uso dos meios faz parte da vida piedosa cristã, trazendo santificação àqueles que se utilizam deles. É justamente este o propósito do presente artigo, mostrar como, na prática, os meios nos conduzem à piedade, fazendo-nos mais parecidos com o Senhor Jesus Cristo.

2. DESENVOLVIMENTO

2.1 . A PALAVRA DE DEUS

Um belo ditado diz que a oração e a palavra de Deus são como duas asas de um pássaro, sem as quais ele não consegue voar. E esta ilustração define bem a importância da Bíblia na vida do cristão, pois ela é lâmpada para os seus pés, e luz para o seu caminho (Salmo 119:105); sem ela, há escuridão, cegueira, e morte espiritual.

A leitura da palavra é um meio da graça que claramente aproxima o cristão de Deus, aumentando a sua fé (Rm 10:17), dentre inúmeros outros benefícios que contribuem para a sua santificação.

Nos evangelhos, vemos como o nosso Senhor tinha um conhecimento elevado das escrituras, podendo ser considerado um mestre nelas, porque sabia qual texto aplicar para cada situação.

Verdadeiramente, a palavra também é viva e eficaz, e mais afiada que qualquer espada de dois gumes; ela penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e julga os pensamentos e as intenções do coração.(Hb 4:12). Ela é poderosa para mostrar o pecado nos confins dos corações dos homens, e é um antídoto para o pecado. Nesse sentido, segundo Thomas Watson, o cristão esconde a palavra no seu coração, e “como um homem carrega seu antídoto quando está perto de um local infectado, um homem piedoso carrega a palavra no seu coração, como um antídoto espiritual para preservá-lo da infecção do pecado. Por que muitos foram infectados com erro, outros com vícios morais, senão porque não esconderam a palavra como um antídoto santo nos seus corações?”[1]

Mais importante do que tudo, a Bíblia nos revela o Evangelho de Jesus Cristo, as boas-novas que constituem o fundamento, o alicerce, a base do cristianismo, sem o qual tudo seria vão. O Evangelho é a epítome, é aquilo para o qual tanto o Antigo quanto o Novo Testamento apontam; portanto, a leitura da palavra deve ser recheada das boas-novas de que Jesus Cristo veio ao mundo para salvar pecadores, que estavam indo ao inferno. Conforme ensina Paul Washer “esta não é uma mensagem entre muitas; esta é A mensagem acima de todas outras. A ‘palavra da cruz’ é a palavra da Igreja. Ela deve estar centrada em nossos corações, deve ser primeira em nossos pensamentos, e o começo e início de toda nossa pregação. É a mensagem que separa o Cristianismo das outras religiões. Ela dá à Igreja sua vida, força e beleza. Perder essa mensagem, diluí-la ou tratá-la como secundária é como colocar uma adaga no coração da nossa fé”[2].

Para concluir, podemos inferir, de tudo que foi dito, que a Palavra de Deus é realmente uma asa do pássaro, e, como meio da graça, é essencial para a maturidade cristã e o crescimento de acordo com a semelhança do Senhor Jesus Cristo.

2.2. A ORAÇÃO

A oração, conforme citado na introdução, é caracterizada diretamente pela Confissão de Westminster como um meio da graça, e o que nos aproxima mais de Deus do que esta prática? Desde o início do mundo, vemos tal prática, como, por exemplo, na vida de Enoque (Gn 5:24), Abraão (Gn 20:17), e Moisés, que conversava com Deus face a face (Ex 33:11).

Como ensina Matthew Henry, “Uma vez que Deus se fez acessível em tanta profusão, precisamos ir a Ele durante todo o dia”[3]. Henry escreveu: “Davi se dedicou solenemente ao dever de orar três vezes ao dia, como Daniel também fez: Á tarde, de manhã e ao meio-dia me queixarei e me lamentarei (Sl 55:17). Ele não acha isso suficiente, mas ‘Sete vezes ao dia eu te louvo (Sl 119:64)’” [3].

Vemos acima citados dois exemplos bíblicos de homens extremamente tementes a Deus, que foram objetos de grandes manifestações do que Deus pode fazer através de um homem. Podemos ter toda a certeza de que eles foram quem foram em virtude de sua consciente dependência de Deus, de suas fraquezas e necessidades, que eram supridas por meio da oração.

Quanto à importância da oração, vemos uma declaração ousada de Ryle: “A oração é o assunto mais importante na religião prática. Todos os outros assuntos são secundários. Ler a Bíblia, guardar o dia de descanso, ouvir sermões, frequentar o culto público, ir à mesa do Senhor – todos esses são assuntos muito importantes. Mas nenhum deles é tão importante quanto a oração particular”[4]. Pode-se afirmar que a ortodoxia sem a oração traz frieza, e que o conhecimento sem o amor, incha (1 Co 8:1). Nesse aspecto, pode ser entendida melhor a declaração do ex-Bispo de Liverpool, apresentando a insondável necessidade da oração em nossas vidas, a fim de dependermos cada vez mais de Deus, e descobrirmos que, quando estamos fracos, então somos fortes (2 Co 12:10).

Portanto, diante de todo o exposto, entende-se claramente a necessidade e urgência da oração na vida do cristão piedoso.

2.3. A MEDITAÇÃO

A meditação na palavra de Deus é conhecida por ter sido fortemente difundida entre os puritanos, mas antes deles, é uma prática comandada pela própria Palavra. Vemos, por exemplo, no Salmo 1, que diz que o justo “na sua lei medita dia e noite”. Outro exemplo conhecido é em Josué 1, que afirma que devemos meditar nas   palavras do Senhor “de dia e noite”.

Mas o que seria a meditação? Creio que seria “digerir” a palavra de Deus, pensar nela durante minutos, horas; não apenas lê-la, mas procurar aplicar ela em nossas mentes, como fez Jeremias:

“Achando-se as tuas palavras, logo as comi, e a tua palavra foi para mim o gozo e alegria do meu coração – Jeremias 15:16”.

Joel Beeke cita Edmund Calamy, que afirma que a verdadeira meditação é quando o homem medita tanto sobre Cristo a ponto de levar seu coração a se inflamar com o amor de Cristo, quando medita tanto sobre as verdades de Deus a ponto de ser transformado por elas e quando medita tanto sobre o pecado a ponto de levar seu coração a odiá-lo[5]

Vemos, assim, que a meditação, como os outros meios da graça, visa produzir um resultado prático na vida do cristão, evitando a mera ortodoxia e moldando o coração do Cristão em santidade.

Com uma citação excepcional, afirmou Thomas Manton: “A fé fica magra e a ponto de passar fome a menos que seja alimentada com a meditação contínua nas promessas. Conforme Davi afirma que, Se eu não tivesse prazer na tua lei, teria morrido na minha angústia (Sl 119.92)”[6].Ou seja, a meditação na palavra de Deus mostra-se essencial, pois ela aumenta nossa fé, intensifica nossas afeições, fomenta o arrependimento, é uma ajuda à oração, ressalta a odiosidade do pecado, ajuda-nos a perseverar na fé, é uma arma poderosa para repelir Satanás e a tentação, oferece alívio nas aflições, promove gratidão, dentre outras bênçãos espirituais[7].

Apesar de todo o exposto, nos dias de hoje, em virtude de toda a pressa, correria e falta de tempo, a meditação pode ser deixada de lado pelos cristãos; além disso, o uso excessivo de redes sociais, e todos os tipos de entretenimento, sugam o tempo dos crentes, criando um obstáculo a tal prática. Assim sendo, é dever e obrigação do cristão priorizar a meditação na palavra de Deus, junto com os outros meios da graça, a fim de ser nutrido, conforme já demonstrado acima.

Para concluir, entende-se que esta prática bíblica e puritana pode ser trazida de volta à Igreja, dependendo do grau de maturidade dos cristãos como indivíduos.

2.4. O AUTOEXAME

2.4.1 . O Autoexame sobre a verdadeira conversão

Muitas pessoas nunca questionaram a sua salvação, ou seja, simplesmente sempre foram à Igreja, sendo batizados, tomando a ceia do Senhor, mas sem nunca ter se perguntando se tudo aquilo era real ou apenas uma fantasia para eles mesmos. A maneira como a salvação é ensinada nos dias de hoje garante que todos que tenham “aceitado Jesus” sejam salvos, o que, com toda certeza, contribuiu enormemente para a ausência e esquecimento do autoexame bíblico. Neste sentido, ensina Ryle:

Uma proporção dolorosamente grande de todas as congregações da terra consiste em pessoas não convertidas, que nada sabem da religião do coração, nunca vem à Mesa do Senhor e nunca confessam Cristo em suas vidas diárias[8]

Sobre a citação acima, a palavra de Deus nos ensina, em 2 Co 13:5, a examinarmos a nós mesmos, provarmos, a fim de vermos se Jesus Cristo está em nós. É interessante saber que, no ensino dos puritanos e reformadores, a necessidade deste autoexame, especificamente quanto à realidade da nossa conversão, era algo comum, e muitas vezes pregado. Vemos outro exemplo na palavra de Deus em 2 Pedro 1:10, quando somos chamados a “confirmar a vossa vocação e eleição”.

Portanto, esse tipo específico de autoexame quanto à nossa vocação, é amplamente ensinado na palavra de Deus, motivo pelo qual devemos estar sempre o praticando, a fim de que estejamos sempre certos da nossa salvação.

3.4.2. O autoexame quanto ao nosso nível de santificação

Por um outro lado, estando certos e confirmados da nossa salvação, devemos analisar cuidadosamente nossas vidas, e pedir a Deus para nos sondar, conhecer nossos corações, provar-nos, conhecer nossos pensamentos, ver se há em nós algum caminho mau, e guiar-nos pelo caminho eterno (Salmo 139:23,24). É certo que nunca seremos perfeitos enquanto neste corpo decaído; no entanto, é nosso dever como cristãos buscar cada vez mais a santificação, com o objetivo de ser mais parecidos com Cristo cada vez mais. Aí que entra o autoexame, fazendo um panorama geral de nossas ações, omissões, sempre trazidas à luz da palavra de Deus, a fim de observar nossas falhas, e em que áreas podemos melhorar.

Dentro desses questionamentos acerca de nossa vida, Ryle[9], por exemplo, cita o quanto tentamos fazer o bem nesse mundo, como está a nossa vida de comunhão habitual com Cristo, e se estamos prontos para a segunda vinda de Cristo. São perguntas legítimas que todos, absolutamente todos os cristãos, devem fazer, pois fazem parte da nossa vida de santificação diária, tão necessária para comprovar nossa salvação.

2.5. OS SACRAMENTOS

Os sacramentos são meios instituídos na palavra de Deus com o intuito de santificar os crentes; eles se diferenciam dos já mencionados, pelo fato de serem meios públicos da graça.

2.5.1.  O batismo

O batismo é definido de maneira magistral pela confissão de Westminster no capítulo XXVIII:

O batismo é um sacramento do Novo Testamento, instituído por Jesus Cristo, não só para solenemente admitir na Igreja a pessoa batizada, mas também para servir-lhe de sinal e selo do pacto da graça, de sua união com Cristo, da regeneração, da remissão dos pecados e também da sua consagração a Deus por Jesus Cristo a fim de andar em novidade de vida. Este sacramento, segundo a ordenação de Cristo, há de continuar em sua Igreja até ao fim do mundo.

Assim como a circuncisão era um sinal para os judeus, o batismo é um sinal para a Igreja. É uma maneira pública de dizer que somos novas criaturas em Cristo, que as coisas velhas passaram e que tudo se fez novo (2 Co 5:17). É uma maneira de entrarmos na Igreja do Senhor Jesus e de iniciarmos uma nova vida de santidade, piedade e alegria fundadas no sacrifício do Filho de Deus que morreu e se entregou a si mesmo por nós.

É importante lembrar que o batismo não salva, prova disso é o fato do ladrão da cruz ter sido salvo. Mas ele normalmente é realizado por pessoas salvas, que já foram regeneradas, e agora só querem confirmar publicamente sua salvação.

2.5.2. A santa ceia

A santa ceia, conhecida como o comer do pão e o beber do vinho ou suco de uva, é outro meio da graça, definido como sacramento, ordenado diretamente pelo Senhor Jesus, momentos antes de ser traído. A confissão de Westminster, no capítulo XXIX, também define a santa ceia:

Na noite em que foi traído, nosso Senhor Jesus instituiu o sacramento do seu corpo e sangue, chamado Ceia do Senhor, para ser observado em sua Igreja até ao Fim do mundo, a fim de lembrar perpetuamente o sacrifício que em sua morte Ele fez de si mesmo; selar aos verdadeiros crentes os benefícios provenientes. desse sacrifício para o seu nutrimento espiritual e crescimento nele e a sua obrigação de cumprir todos os seus deveres para com Ele; e ser um vínculo e penhor da sua comunhão com Ele e de uns com os outros, como membros do seu corpo místico.

Como exposto pela Confissão, a Ceia do Senhor nos lembra o seu sacrifício, nos dá o benefício dele a fim de ser um “nutrimento espiritual” para crescimento nele; ainda, ela demonstra nossa união mística com Ele e com os outros membros do corpo de Cristo. O pão nos lembra o corpo de Cristo, o vinho nos lembra seu sangue.

Segundo Ryle[10], a ceia tem um efeito humilhante sobre nós, porque nos lembra quão pecaminoso deve ser o nosso pecado, sendo que foi necessários que o filho de Deus morresse por nós. Além disso, paradoxalmente, também traz um efeito animador no sentido de que nos lembra a nossa salvação, e que não podemos perde-la de maneira alguma; também um efeito santificador, no sentido de que devemos olhar para o sacrifício de Cristo e ser constrangidos a viver uma vida mais santa. Por último, o Autor também vê um efeito restritivo sobre a alma, pois cada vez que o crente vai à Mesa, procura restringir suas atitudes pecaminosas, buscando fugir do pecado e ceder menos ao mundo.

Existem diferentes posicionamentos quanto à presença física ou mística de Cristo, mas entendemos que a visão puritana é a mais adequada:

A principal finalidade do sacramento é unir o fiel a Cristo. Visto que nossa união com Cristo não é física, mas mística, sua presença não é física, mas mística. É, de fato, uma união com o corpo sagrado de Cristo no céu, mas isso não exige a presença física de seu corpo no pão para os comungantes receberem as graças de sua humanidade glorificada[11]

Diante de todo o exposto, podemos concluir que a importância da Ceia do Senhor é enorme, em virtude de todos os benefícios que nos traz.

2.6. O CULTO PÚBLICO

O Culto ou Adoração Pública é uma prática adotada por todos os tipos de denominações, sem distinção; o que as distingue, é a maneira pela qual ocorre o culto.

Os reformados e puritanos, adotaram o Princípio Regulador do Culto, que estabelece que este ato solene de adoração será composto por aquilo que a Palavra de Deus prescreve tão somente. Por outro lado, várias denominações entendem que o culto pode ser composto por tudo aquilo que a bíblia não proíbe, de maneira oposta ao citado Princípio. Perkins declarou de maneira ousada que: “quando Deus é adorado de uma maneira diferente e com o uso de meios diferentes do que ele revelou na palavra, era um tipo de idolatria. Pois, quando os homens prescrevem uma adoração inventada, também prescrevem um Deus inventado”[12]. Realmente, embora o Apóstolo Paulo tenha determinado que o culto seja feito com ordem e decência (1 Co 14:40), vê-se atualmente muitos momentos de adoração completamente alienados da palavra de Deus, e dominados por indecência, bagunça e irreverência da parte dos cristãos. A Bíblia enfatiza como partes do culto a leitura da Palavra, a pregação da mesma, a oração e o cântico de salmos e hinos e a administração dos sacramentos; a confissão de fé de Westminster coloca apenas estes 5 elementos como parte do culto também.

Quanto à finalidade do culto, é de extrema importância o comparecimento do cristão neste; tudo o que ocorre na adoração pública tem como objetivo também santificar o crente, implantando em sua mente e coração princípios bíblicos, e aumentando sua comunhão com o Deus triúno. Neste sentido, lembramos sempre que o Culto é realizado para Deus, e não para o homem. Ou seja, o objetivo é glorificar a Deus ao louvá-lo, orar a ele, pregar sua palavra, cantar ao Seu nome. Não deve ser o objetivo do pastor agradar os homens, buscar o seu prazer e suas ambições, mas sim glorificar o nome de Deus.

É possível entender, nas breves palavras expostas, como o Culto Público é importante para o crescimento da piedade cristã.

3. CONCLUSÃO

Diante de todo exposto, inquestionável a importância dos meios da graça na vida e caminhadas cristãs. Eles aproximam o homem do Seu Criador, tendo sido todos instituídos pelo Senhor na Sua Santa Palavra, com justamente esse objetivo, de aumentar a comunhão entre eles. Podemos citar ainda outros meios que não foram colocados aqui como o jejum, as obras de caridade, dentre outros possíveis meios. No entanto, a tradição reformada tem definido os citados neste artigo como os meios comuns da graça mediante os quais o favor divino é realizado em benefício de criaturas caídas como os homens. Assim sendo, o objetivo deste trabalho é alertar os cristãos sobre a necessidade urgente de “cultivar” estes meios da graça, de maneira que não sejam esquecidos nem negligenciados, pois, ao longo da história, vemos como homens usados por Deus sempre se utilizaram dos meios para aumento da piedade; especificamente, tendo eles sido citados inúmeras vezes pelos puritanos, conhecidos por seu amor a Deus e zelo extremos pela sua glória, ao desenvolver uma religião prática. E isto justamente faz parte do objetivo desta obra, qual seja a teologia prática; dar a devida importância à ortodoxia, mas também saber aplicá-la, pois, como disse o Senhor, “misericórdia quero, e não sacrifícios” (Mt 9:13).

3. BIBLIOGRAFIA

BEEKE, Joel & Jones, Mark. Teologia Puritana – Doutrina para a vida. Pg. 1259. Editora Vida Nova, 2016. São Paulo.

HENRY, Matthew. Communion with God, in: Works, 1:199. 1712.

MANTON, Thomas. “Sermons upon Genesis 24:63”, in: Works, 17:270. Banner of Truth. Edinburgh, Scotland Carlisle, Pennsylvania, Estados Unidos.

PERKINS, William.  A warning against the idolatry of the last times, in: The workers of that famous and worthy minister of Christ. 1:670. (Londres. John Legatt e Cantrell Ligge, 1612-13), 1:670.

RYLE, J.C. Religião Prática. Pg. 55. Editoria Repositório Cristão. Porto Alegre, 2020.

WATSON, Thomas. A godly man’s picture. Pg. 67. Puritan Paperbacks. Banner of Truth. Edinburgh, Scotland Carlisle, Pennsylvania, Estados Unidos. 2021.

WASHER, Paul. The Preeminent Christ. Pg. 48. Editora Reformation Heritage Books. Kentwood, Michigan, Estados Unidos. 2023.

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[1] Watson, Thomas. A godly man’s picture. Puritan Paperbacks. Banner of Truth. Edinburgh, Scotland Carlisle, Pennsylvania, Estados Unidos. 2021, p. 67.

[2] Washer, Paul. The Preeminent Christ. Editora Reformation Heritage Books. Kentwood, Michigan, Estados Unidos. 2023, p. 48.

[3] Henry, Matthew. Communion with God, in: Works, 1:199. 1712.

[4] Ryle, J.C. Religião Prática. Editoria Repositório Cristão. Porto Alegre, 2020, p. 55;

[5] Beeke, Joel & Jones, Mark. Teologia Puritana – Doutrina para a vida. Editora Vida Nova, 2016. São Paulo, p. 1259.

[6] Manton, Thomas. “Sermons upon Genesis 24:63”, in: Works, 17:270. Banner of Truth. Edinburgh, Scotland Carlisle, Pennsylvania, Estados Unidos.

[7] Beeke, Joel & Jones, Mark. Teologia Puritana – Doutrina para a vida. Editora Vida Nova, 2016. São Paulo, ´p. 1278, 1279.

[8] Ryle, J.C. Religião Prática. Editoria Repositório Cristão. Porto Alegre, 2020, p. 10

[9] Ryle, J.C. Religião Prática.  Editoria Repositório Cristão. Porto Alegre, 2020, p. 20

[10] Ryle, J.C. Religião Prática. Editoria Repositório Cristão. Porto Alegre, 2020, p. 11

[11] Beeke, Joel & Jones, Mark. Teologia Puritana – Doutrina para a vida. Editora Vida Nova. 2016. São Paulo, p. 1.260

[12] William Perkins, A warning against the idolatry of the last times, in: The workers of that famous and worthy minister of Christ. 1:670. (Londres. John Legatt e Cantrell Ligge, 1612-13), 1:670.

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